A vida é real



Não consigo entender porque os editoriais de moda, desfiles e catálogos sempre são feitos com modelos quase adolescentes...

Será que é realmente aspiracional, as pessoas querem magreza e juventude, mesmo que não haja nenhuma identificação com a figura ali estampada? 

Fica um mundo tão distante do real, onde as mulheres de verdade envelhecem, engordam, tem biótipos diferentes... E continua-se reforçando um comportamento nocivo, de homogeneização dos corpos, de não aceitação do tempo e da história individual, de baixa autoestima por um padrão inalcançável, e por que não, do ridículo da situação...

Eu não consigo me ver representada em quase nenhuma campanha ou revista que vejo... Além dos corpos, os looks também são direcionados pra quem é magra e jovem... Só tem minissaias e vestidos curtíssimos, decotes profundos, exageros e exageros... Meninas de 16 anos, com o corpo em formação, sem quadris ou peitos, são suportes de marcas direcionadas para mulheres reais, qual o sentido?? 

Já passei dos quarenta, que me adianta ficar vendo – e absorvendo – coisas que não servem pra mim? As roupas nunca vão vestir da mesma maneira...
Cansei disso, não consigo mais comprar revistas de moda, acompanhar desfiles, sem sentir uma alfinetada na alma...

Pensem nisso senhores/as estilistas e editores/as de moda! Até está acontecendo um movimento de aproximação da realidade, mas ainda é muito discreto...


A vida real é uma opção de risco, mas qual a graça em não corrê-lo?


* A foto é de Laura Williams, 20 anos, inglesa super talentosa e estudante de design gráfico.

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